Eu e tu..de mãos dadas a passear
junto da praia. A observar-mos o mar e o quão era magnifico cada movimento que manifestava.
Cada mudança de estado, cada circulação parecia uma existência, uma existência entre
amor e odio, onde existem altos e baixos, onde existem discussões e carinhos. Eu
e tu a olharmo-nos nos olhos, a pensar no quanto nos queríamos beijar. O quanto
eu sabia que apenas me querias a mim e me podia sentir segura ao teu lado,
quando envolvias os teus braços em meu redor, e me acariciavas a cara com
suavidade e que por vezes me fazia cócegas. Que me fazia apoderar de um brilho
intenso nos olhos e que demonstravam com clareza o bom que era poder dizer que
me pertences e sentir-te. Depois desse momento, perguntaste-me onde queria ir.
Apenas te respondi, leva-me contigo, confiarei em ti. Pegas-te em mim ao colo
sorris-te e beijaste-me. Novamente deste-me a mão. Caminhei contigo, não queria
saber onde me levavas, queria apenas ver o que irias fazer. Olhei, e vi que estávamos
a frente de tua casa, ia perguntar o que ali fazíamos, mas limitaste-te a dizer
para me calar. Bates-te a porta, e abriram a porta uma senhora bastante
elegante e um homem alto e intelectual.
- Mãe,Pai.. quero-vos apresentar
uma pessoa que mudou a minha vida e tornou-a melhor e cheia de cumplicidade,
uma pessoa por quem eu me apaixonei, e a quem eu posso dizer que a amo incondicionalmente
como nunca amei ninguém com toda a verdade. Uma pessoa que me mudou, que me fez
tomar um rumo melhor. Que me fez ver a realidade e a valorizar quem realmente
merece. Esta é a rapariga por quem eu era capaz de fazer tudo.
Comecei a derramar lágrimas de
felicidade. Só pensava como me amavas verdadeiramente e no quão aquilo era a
maior prova de amor que já terias feito por mim. Fechei os olhos, respirei
fundo e abracei-te.
Quando abri os olhos…vi que tudo não
tinha passado de um sonho, que o que tinhas feito não teve qualquer significado
e que nem foi real. Chorei, e aí chorei de tristeza, desespero ,angustia,
desanimo.. Senti uma quebra forte dentro de mim. E aí pensei que se não visse a
verdadeira tristeza nunca reconhecerei a alegria. Que se não souber esquecer a
tristeza não desaparecerá e que nas asas do tempo a tristeza voa. E hoje posso
dizer que todas as esperanças são seguidas com dor.
